Book Fair amadurece e, cada vez mais, integra conteúdos curriculares
Interligar conteúdos e agregar conhecimento: a Book Fair vem atuando cada vez mais nesse sentido e a última edição, de 21 a 24 de setembro, foi a grande prova de tal competência. Sob o tema Viagem e Aventura, os eventos começaram semanas antes, com a realização de atividades paralelas à feira, todas relacionadas aos currículos desenvolvidos na escola.
Alunos do Pré I ao 12º ano participaram de atividades de contação de histórias, teatro e conversas com autores convidados. Dentre os convidados deste ano estiveram: Andi Rubinstein, o autor Cesar Obeid, o grupo Ler é uma Viagem, o grupo Circênico Artes Integradas e a Família Klink.
A Ms. Fernanda Caires, bibliotecária organizadora da Book Fair, avalia que o evento está evoluindo e se tornando cada vez mais conectado aos conteúdos pedagógicos desenvolvidos na escola: "A feira não é algo à parte, é um evento que faz parte do currículo, pois todas as atividades têm relação com os conteúdos de sala de aula", afirma.
Segundo ela, “a Book Fair da Chapel leva a sério a missão de promover a leitura”. Além das barracas com livrarias parceiras, que vendem livros em português, inglês, materiais educacionais, e do Sebo (com livros usados vendidos pelo Stuco), a Chapel importou mais de 1.000 livros e os vendeu abaixo do preço de custo em suas barracas. “Esse é um aspecto muito importante da Feira, pois a Chapel está interessada em que os livros circulem e que a leitura seja encorajada, e com o investimento da escola isso realmente acontece”, afirma Ms. Caires.
No auditório, onde aconteceu a venda de livros, os visitantes puderam apreciar a exposição fotográfica "Olhar Nômade", de Marina Klink, retratando expedições à Antártica. O livro fotográfico homônimo foi lançado com exclusividade na Chapel durante a feira. As turmas do 9o ano leram com os professores de Língua Portuguesa “Cem dias entre céu e mar” de Amyr Klink e trabalharam durante o mês de setembro com reportagens, leituras, vídeos e produções textuais acerca dos temas expedição, aventura, solidão e superação, temáticas abordadas pela família Klink, seja em suas fotografias, seja em seus livros. Os alunos do 7º e 8º anos se inspiraram nas histórias de Obeid para a produção da decoração da feira, e produziram móbiles de cerâmica e livretos inspirados na Literatura de Cordel com linogravuras nas aulas de Artes.
Uma programação especial foi reservada para o dia do encerramento no sábado, 24 de setembro. Pais e filhos curtiram, além da oficina de artes para confecção de álbuns de viagem, a intervenção teatral "O Mistério dos Viajantes", com a Cia Faísca.
Fechando o evento, a comunidade acadêmica e os convidados participaram de um bate-papo com a Família Klink, com tradução simultânea para o inglês. As irmãs Klink contaram algumas de suas experiências nas viagens à Antártica, ilustradas por imagens no telão. A caçula, Marininha Klink, que hoje tem 16 anos e há dez viaja para o continente gelado, falou da importância de se preservar os locais visitados: "Meu pai sempre nos ensinou que é muito importante você passar pelos lugares e não deixar nada além de pegadas". As gêmeas Laura e Tamara, de 19 anos, contaram outras experiências e salientaram a importância que o deslocamento tem nas viagens e não só o destino em si, além do aprendizado proporcionado pelos pais, que sempre as ensinaram sobre a fauna local: "Entender os animais e as espécies fazia a gente dar mais valor ao que via", comentou Tamara.
Marina Klink contou sobre como se transformou em fotógrafa da natureza e falou do privilégio da observação em viagens: "Eu descobri que estava construindo uma ponte invisível entre as minhas filhas e aquela natureza que apresentei a elas", avaliou. Para encerrar, Amyr Klink pegou o microfone e agradeceu a Chapel pela oportunidade, contou suas mais recentes aventuras, descontraiu a plateia com histórias divertidas e respondeu perguntas de pais e alunos. No final do bate-papo, a família toda ficou à disposição dos convidados para autógrafos e fotos.
"Eu acredito que o patamar atingido pela Book Fair somente foi possível pelo envolvimento de muitos profissionais que colaboram com a feira. Não temos uma comissão fixa, mas um grupo que se sente à vontade para sugerir temas e atividades, num trabalho colaborativo, e isso faz toda a diferença", finaliza Ms. Caires.
